"Esta árvore é minha eterna salvação. É meu alimento e meu banquete. Em meio a suas raízes lanço bem no fundo as minhas. Cresço sob seus galhos. Armei minha tenda à sua sombra e ali encontrei um lugar de descanso, viçoso com o orvalho. Floresço com suas flores. Seus frutos trazem alegria perfeita, frutos que foram preservados para mim desde o princípio dos tempos, frutos que agora como de bom grado. Esta árvore é alimento, doce alimento, para minha fome e fonte para minha sede; é roupa para minha nudez; suas folhas são o alento da vida. Se temo a Deus, esta é minha proteção; se tropeço, este é meu cajado; é o prêmio pelo qual luto, a recompensa de minha vitória. É meu caminho reto e estreito; é a escada de Jacó, onde anjos sobem e descem, e no topo da qual está o próprio Senhor".
(S. João Crisóstomo, IV século. Poema à Cruz gloriosa de Cristo.)