"Estes são os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestes e alvejaram-nas no sangue do Cordeiro" (Ap 7,14)
"O mártir, testemunha da teofania histórica e eterna, é sempre representado na Jerusalém Celeste" (Maria Giovanna Muzj). A pintura da mártir Santa Luzia no centro da parede atrás do altar justifica-se na antiga tradição que acreditava na visão do Cristo pelos mártires, antes de enfrentarem a morte. Deste modo, os mártires são testemunhas privilegiadas da Encarnação do Verbo. Santa Luzia é representada com os olhos abertos para a eternidade e glória do Cristo, em uma paisagem fora da realidade cotidiana, mas ao mesmo tempo cheia de cor e vida.